PROJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA (GRUPO DE ESTUDOS ) 2008 – NOVA ALVORADA DO SUL. Brincar com criança não é perder tempo, éganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola,mais triste ainda é vê-los, sentadosenfileirados, em salas sem ar, com exercíciosestéreis, sem valor para a formação do homem.Carlos Drummond de Andrade JUSTIFICATIVA
A necessidade de refletir a prática pedagógica a fim de avaliar as propostas de ensino está cada vez mais urgente e decisiva para que tenhamos finalmente uma educação eficaz.
Refletir essa prática não significa apenas detectar pontos que foram positivos e/ou negativos. É preciso ir além se pretendemos entender como se constrói o aprendizado, como se transforma uma cultura onde quase nunca deu lugar para o PENSAR.
Somos fruto de uma educação tradicional que não nos favoreceu uma prática onde pudéssemos buscar respostas para as nossas próprias perguntas, onde não tínhamos a oportunidade de refletir acerca das nossas ações, ao contrário disso, parecíamos ter as mesmas perguntas, os mesmos problemas e assim as respostas eram sempre as mesmas para todos. Esse modelo certamente prejudicou muito o avanço do nosso país, tornando assim nossos educadores “isentos” de qualquer preocupação com o aprendizado dos alunos e com o seu próprio aprendizado, por ter tido sempre uma proposta uniformizada, longe de suas reais necessidades ou distante do entendimento daquilo que se estava “ensinando ou aprendendo” não havia espaço para as diferenças.
A qualificação dos educadores assim como o tratamento dado aos alunos em sala de aula, sempre foi encarada como a necessidade de entregar ao profissional “bons modelos” de aulas, planos, atividades etc., com a intenção de reproduzi-los subestimando mais uma vez o poder de reflexão / ação / aprendizado de cada um.
Mas tratar da formação não é tarefa fácil, requer estudo, pesquisa e uma constante teorização da prática pedagógica. Formar profissionais reflexivos é o objetivo principal da formação. E para isto faz-se necessário que o estudo tenha início na prática, é ela que deverá guiar todo o nosso trabalho. Falar em formação é falar em competências. Não é possível formar profissionais reflexivos sem inserir essa intenção no plano de formação e sem mobilizar formadores de professores com as competências adequadas. (Perrenoud).
A prática pedagógica pode ser pensada sob vários aspectos do processo ensino-aprendizagem. Pois não podemos tratar tudo ao mesmo tempo. É necessário priorizar e a partir daí ampliar os estudos pois entendemos que entre todos os aspectos existem pontos de ligação.
Levantar questões que inquietam os docentes é um ponto fundamental para iniciar um projeto de formação, ou até mesmo fomentar questões não tão interessantes aparentemente, mas que após iniciar um trabalho de reflexão torna-se fundamental seu estudo e aprofundamento.
OBJETIVO GERAL Concordamos com Libaneo quando diz : se queremos um aluno crítico reflexivo, é preciso um professor crítico reflexivo. (2002, p. 76), assim temos o intuito de propor aos profissionais de Educação infantil, momentos de estudos, pesquisas, discussões, reflexões, interações, diálogos, sobre as concepções pedagógicas, levantando as necessidades e transformando-as em um plano de ação, onde aparecem as transformações que desejamos obter na prática docente; levando em conta a ética profissional e o intuito de contribuir para um bom trabalho coletivo.Favorecendo assim uma prática reflexiva aos profissionais de Educação Infantil acerca do tratamento dado as crianças, desenvolvendo simultaneamente as competências necessárias para o aprimoramento do estudo ao longo do processo de formação. OBJETIVO COMPARTILHADO
- Levantar as necessidades do grupo de professores, elaborar temas de trabalho e de estudo para suprir essas necessidades;
- Buscar parcerias com secretarias afins para dar palestras sobre assuntos pertinentes a educação infantil;
- Confeccionar brinquedos e brincadeiras para os CEMEIs;
- Ao final da formação cada grupo elaborar projetos permanentes que serão realizados na educação Infantil .
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS VISADAS
· Tematizar a prática desenvolvida pelos professores através de vídeos, produções, registros;
· Pesquisar bibliografias que enriqueçam o trabalho desenvolvido assim como a própria formação enquanto profissional;
· Fazer uma relação teoria –prática pedagógica ;
CONTEÚDO DE FORMAÇÃO:
- Shantala (método de massagem para o bebê);
- A crianca e seu desenvolvimento de 0 a 5 anos e 11 meses ;
- Atividades para bebês de 0 a 3 anos ;
- Cuidados com crianças pequenas;
- A hora do banho;
- Currículo;
- Retirada das fraldas;
- Obsidade infantil;
- Cólica e refluxo;
- Primeiros socorros;
- Historias infantis
- A importância da rotina escolar;
- Sexualidade infantil;
- Agressividade, mordidas;
- Andador: um atraso na vida dos bebês
- A importância do brincar;
- Aprendendo fazendo musica;
- A criança com necessidade educacionais especiais;
- A importância do limites;
- Período de adaptação ;
- Confecção de materiais;
- Conhecer e reconhecer varias concepções pedagógicas através dos teóricos
ABRANGÊNCIA DO PROJETO
- Profissionais da Educação Infantil do Município ;
TEMPO PREVISTO PARA O ESTUDO
ORGANIZAÇÃO DA ROTINA DA FORMAÇÃO
Encontros quinzenais com os profissionais de educação infantil se necessário dividir em duas turmas, sendo uma a noite durante a semana e a outra no sábado a tarde com duração de 4 horas .
RECURSOS:
- Sucatas:
- Data show;
- Dvd
- Materiais necessários para confeccionar diversos brinquedos e brincadeiras que servirão de suporte na aprendizagem.
REFERÊNCIAS VYGOTSKY, Lev.S. Pensamento e Linguagem, São Paulo, Martins Fontes, 1987.
ALVES, Rubem. Entre a Ciência e a Sapiência : o dilema da educação. São Paulo: Loyola, 2000
COELHO, Nelly Novaes (1982), A Literatura Infantil: História, Teoria, Análise: das Origens Orientais ao Brasil de Hoje, 2ª ed., São Paulo, Quíron/Global.
FANTIN, Mônica. No mundo da Brincadeira: Jogo, brincadeira e cultura na Educação Infantil. Florianópolis, Cidade Futura, 2000.
KISHIMOTO, T. "O brincar e suas teorias". São Paulo: Pioneira, 1998.
KISHIMOTO, T. (Org.) "O direito de brincar". 4 ed. São Paulo: Scritta, 1998.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1999.
SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegrias da musica? 2.ed. São Paulo: Cortez, 1994.
ABRAMOVICH, FANNY.Literatura Infantil: Gostosuras e bobices.5º ed.Ed.Spicione:São Paulo. 1997. p. 01- 175
LIBÂNEO, J. C. Reflexividade e formação de professores: outra oscilação do
pensamento pedagógico brasileiro? In.: PIMENTA, S. G.; GHEDIN, E. Professor
reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002
HERNÁNDEZ, Fernando. VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5ª ed., Porto Alegre, 1998.
ZILBERMAN, Regina. A leitura infantil na escola. São Paulo: Global. 1985
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez. 1983
REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. (RCNEI) Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília : MEC/ SEF, 2.002, 3v.
PERRENOUD, Philippe. Pedagogia Diferenciada. Das Intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 1994.
OLIVEIRA, M. Z., MELLO, A. A. M., VITÓRIA,T. e FERREIRA, R. C. M. Creches: crianças, faz de conta e cia. Petrópolis: Vozes,1998.
REDIN, Euclides. O espaço e o tempo da criança. Se der tempo a gente brinca. Porto Alegre: Mediação, 1998.
RODRIGUES, C.B.M. e AMODEO, B.C.M..O espaço pedagógico na pré-escola. Porto Alegre: Mediação, 1998.
ROSSETTI - FERREIRA Maria Clotilde ORG., MELO A.M., VITÓRIA Telma, GOSUEN A., CHAGURI A.C. Os Fazeres na Educação Infantil São Paulo: Cortez, 1998.
TONUCCI, Francesco. Com olhos de criança. (trad. Patrícia Chittoni Ramos). Porto Alegre: Artes Médicas, 1997